quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Moda e atitude

Silvane de Paiva Moreira Gonçalves
45 anos Comentarista de moda
Extensao_silvane@hotmail.com


Segundo Silvane Moreira comentarista de moda, “A moda é diferente de todos, mas igual a você”.
Por Adriana de Souza e Juliete Miranda.



1. Em sua opinião, quais são as principais peças de roupa que não pode faltar no guarda-roupa de uma mulher?
Silvane Moreira Um lindo vestido preto, short confortável, saia jeans e regata estas são as peças primordiais.

2. O que a moda tem a ver com a atitude?
Silvane Moreira Tudo. Dificilmente uma pessoa vai estar elegante se estiver buscando alguma coisa fora de si. O que vale é ser autêntica.

3. Quais acessórios devemos usar com roupas esportivas?
 Silvane Moreira Brincos, pulseiras, cinto e tênis, dependem muito do gosto da mesma.

4. Que cor de roupa realça o tom de pele de uma mulher morena?

Silvane Moreira É relativo, pois moda não tem padrão, procure buscar o seu estilo e bem-estar. Gosto muito dos tons pastéis.
 ‘‘Podemos tudo desde que estejamos bem e bonita’’

5. Que detalhe feminino faz toda diferença em um vestido de festa?
Silvane Moreira Decotes, estampas, laços, babados e principalmente a renda que transmite sensualidade e feminilidade.

6. Calças justas valorizam o corpo de uma mulher?
Silvane Moreira Sim é necessário buscar algo bonito, confortável e que realmente valorize seu corpo.

7. Dê sua opinião sobre a ditadura da moda.
Silvane Moreira Não devemos ditar a moda, devemos ter um estilo próprio, pois cada estilista têm um estilo único para fazer sua coleção. Podemos tudo desde que estejamos bem e bonita.

8. Qual é o melhor modelo de vestido para pessoas de quadris largos, bumbum enorme e seios pequenos?
Silvane Moreira Um vestido que marque o busto e que seja levemente solto.
 ‘‘ Moda diferente de todos, mas igual a você. ’’ 

 9. Que tipo de roupa valoriza o corpo de uma mulher alta e magra?
Simplesmente tudo. Como shorts, vestidos, calças e outros.

10. Dê dicas de roupas para o final do ano.
Algo que te deixe bem à vontade, como os shorts e colãs que estão bastante em alta.












quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estética

Arte traduz o espírito de renovação contínua

Josué Cândido da Silva*

Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Por mais bela que uma roupa seja, ela vai durar só até o fim da estação

Se existe algo de permanente na moda é o seu caráter efêmero, fugaz, transitório. Uma pessoa determinada a acompanhar a moda sabe que, inevitavelmente, por mais bela que uma roupa seja, ela "durará", no máximo, até o fim da estação.
Quanto mais fielmente um traje corresponder à última tendência da moda, mais ridículo ele parecerá aos olhos das novas gerações com o distanciar do tempo. É por isso que a moda talvez seja a representação mais fiel do espírito dos tempos modernos, caracterizados pela necessidade de renovação contínua, com os olhos sempre voltados para o futuro, para tudo o que é novidade.

Consumo

Karl Marx (1818-1883) viu nesse impulso permanente de inovação uma necessidade da nova sociedade burguesa em sua busca de ampliar ao máximo o consumo de mercadorias.
Diz Marx no "Manifesto Comunista": "A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais. (...) Essa revolução contínua da produção, esse abalo constante de todo sistema social, essa agitação permanente e essa falta de segurança distinguem a época burguesa de todas as precedentes (...). Tudo o que era sólido se desmancha no ar...".

Modernidade

Se tudo que é sólido se desmancha no ar, a modernidade não pode remeter-se a um passado que já não mais existe como fonte para os critérios que a orientam. Tampouco pode buscá-los na tradição que a precedeu e contra a qual se rebelou, não lhe restando alternativa senão extrair tais critérios de si própria.

O problema de uma fundamentação da modernidade a partir de si própria não passou despercebido pela crítica estética. Era preciso que a modernidade abandonasse qualquer referência à tradição que aprisionara a arte em padrões rígidos, como se os cânones do que caracteriza uma obra de arte fossem absolutos e impermeáveis às mudanças históricas.

Baudelaire

O poeta e crítico de arte Charles Baudelaire (1821-1867) propôs que a arte, em cada época, deve buscar sua própria forma, ao invés de imitar os padrões de épocas precedentes. A arte situa-se entre o eterno e o atual e pode ser considerada como filha legítima dos tempos atuais, pois "a modernidade é o transitório, o efêmero, o contingente, é a metade da arte, sendo a outra metade o eterno e o imutável".

O talento do artista revela-se ao extrair o eterno do transitório, pois, de outra forma, o eterno não poderia ser apreendido, pelo seu caráter intangível. Como observa Baudelaire: "O belo é constituído por um elemento eterno, invariável, cuja qualidade é excessivamente difícil de determinar, e de um elemento relativo, circunstancial (...) sem esse segundo elemento, que é como a cobertura brilhante e atraente que abre o apetite para o divino manjar, o primeiro elemento seria indigerível, (...) para a natureza humana".
A beleza eterna desvela-se apenas no traje da época, daí a afinidade da arte com a moda, ambas buscam algo de eterno no atual e momentâneo, mesmo reconhecendo a impossibilidade de retê-lo. Toda arte, assim como toda moda, é inevitavelmente datada como o retrato de uma época.

Novas formas

O artista precisa mergulhar em seu tempo; não pode ficar preso às formas do passado sob o risco de ser considerado um mero imitador. Ele precisa experimentar novas formas que melhor traduzam a sensibilidade de seu tempo, o que o dispõe a correr o risco de não ser compreendido por seus contemporâneos.

As pessoas são educadas e compreendem mais facilmente o que já foi digerido pela crítica e consagrado pelos acadêmicos. Por isso, é mais fácil repetir fórmulas consagradas e se arriscar menos se quiser ter o sucesso garantido. Os filmes, as músicas, a literatura e a moda, voltadas para o grande público, preferem repetir fórmulas consagradas a promoverem uma revolução na estética.

Eternizar o belo do efêmero

O artista que não se conforma com repetir receitas de sucesso, que procura traduzir o eterno no atual, corre o risco de ser incompreendido, de ser considerado produtor de uma arte "marginal". Esse artista pode não encontrar o devido reconhecimento em seu próprio tempo.

Isso não quer dizer que a arte está destinada a ser incompreendida ou que se dirige a uma minoria. Mesmo a arte erudita pode ser uma repetição de fórmulas de sucesso diferenciando-se apenas pelo poder aquisitivo de seus consumidores. Nisso a arte diferencia-se da moda, já que no caso da moda, o sucesso não pode servir como critério para definir se uma obra é realmente boa ou não.

O artista pode se sentir inseguro por não ter parâmetros claros capazes de avaliar sua obra, já que toda obra de arte é justamente a reinvenção dos parâmetros tradicionais e o rompimento com as formas cristalizadas. Mas a insegurança, a falta de referências e o esfumaçar de tudo que é sólido são justamente características da modernidade. Cabe ao artista a tentativa de construir uma obra capaz de eternizar o belo volátil do efêmero que, como a moda, passa.

Depende das Mãos!

UMA BOLA DE BASQUETE
nas minhas mãos vale uns R$35,00
Já nas mãos do Oscar uns R$7.000,00
Depende das mãos que a seguram;

UMA VARA
em minhas mãos simplesmente poderá manter os animais afastados de mim,
nas mãos de Moisés abriu o Mar Vermelho!
Depende das mãos;

UM ESTILINGUE
nas minhas mãos é só um brinquedo,
nas mãos de Davi se tornou uma arma poderosa
p/ derrubar o grande Golias!
Depende das mãos;

PREGOS
nas minhas mãos podem significar o conserto de um móvel,
nas mãos de CRISTO significaram a salvação do mundo!
Depende das mãos;

Conclusão: Tudo depende das mãos de quem pode realizar uma tarefa.
Coloco minhas preocupações, problemas, sonhos, projetos, temores, minha família e minha vida nas mãos de DEUS!
Com as mãos de DEUS sobre mim não há crise ou força contrária que impeça a minha vitória. Ele faz até o impossível...